segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Comunidades virtuais


Segundo alguns autores, as comunidades virtuais (comunidade: resulta do latim commune e communis) são agregações sociais que aparecem da Rede quando existe um número regular de pessoas, em discussões suficientemente longas, com suficientes emoções humanas, para formar teias de relações pessoais com interesses comuns em ambientes virtuais.
A chegada da Internet como meio de comunicação ágil, flexível e de baixo custo, e a sua adopção em larga escala pelas organizações foram os impulsores das comunidades virtuais.
Permitiu ainda uma reformulação dos cursos à distância, estes deixaram de ser disponibilizados recorrendo aos meios tradicionais – cursos por correspondência, televisão ou vídeo. A Internet veio possibilitar o surgimento de ferramentas de e-learning, que substituíram de forma bastante eficaz os meios tradicionais.
A virtualidade (não presencial e mediada tematicamente), segundo alguns pensadores leva a que se perca alguns dos componentes interactivos que eram considerados realmente importantes na teorização das comunidades de pratica: a presença e a interacção face a face abrange uma boa dose de elementos não verbais que ajudam para situar o sentido de uma mensagem, e, de facto, considera-se que a interpretação do canal não verbal está associada à autenticidade da mensagem. Ou seja, na comunicação mediada por computador (CMC) perde-se, em parte ou totalmente, conforme o tipo de CMC, um canal muito importante de comunicação, o que no caso das comunidades virtuais conduziu a que, ate ao presente, se venham apoiando quase exclusivamente na escrita, no entanto, as comunidades virtuais parecem ter-se adaptado bem a estas limitações.
Para que uma comunidade virtual de prática possa surgir, consideram os autores os seguintes requisitos:
- A participação dos seus membros;
- Benefícios claros para os seus membros; e,
- Interesse do conteúdo.

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